A criação de áreas especiais (unidades de conservação - UC e terras indígenas - TI) é uma das estratégias mais efetivas e recomendadas para conservar o bioma Amazônia. Em torno de 33% da Amazônia Legal Brasileira são áreas especiais e, em sua maioria, essas áreas têm funcionado como uma barreira contra o avanço do desmatamento. Na região amazônica essa proteção tem relevância ainda maior, haja vista que essas áreas especiais abrigam espécies animais e vegetais endêmicas, além de algumas ainda desconhecidas.
Para a contínua proteção há necessidade do monitoramento dessas áreas. Neste sentido, o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) desenvolve o ProAE - Programa de Monitoramento de Áreas Especiais. O escopo do programa é desenvolver ações de monitoramento das Unidades de Conservação e Terras Indígenas da região amazônica.
Através da identificação de atividades irregulares, é possível gerar relatórios contendo estimativas de áreas desmatadas, além do fornecimento de dados georreferenciados para o planejamento de atividades dos órgãos parceiros em suas operações fiscalizatórias. O ProAE destaca-se dentre outros programas de monitoramento do desmatamento na região amazônica por identificar também áreas antropizadas de pequenas dimensões, comuns nas áreas especiais, principalmente nas Terras Indígenas, e que geralmente indicam o início do processo de antropização em uma área. Os primeiros resultados do ProAE foram divulgados no início de 2007, ocasião em que foram apresentados os dados do desmatamento acumulado até o ano de 2005 nas TI e UC dos estados do Acre, Mato Grosso e Rondônia. Ainda no ano de 2007, no mês de outubro, foram divulgados os dados do avanço do desmatamento no ano de 2006. Dando continuidade ao trabalho, o SIPAM apresenta, em junho de 2008, a terceira atualização do ProAE, contendo dados do avanço do desmatamento nas áreas especiais no ano de 2007 e a indicação de possíveis áreas de mineração, campos de pouso e vias de acesso, dentre outras informações.
A metodologia utilizada nas análises é descrita no link "Metodologia", no menu principal deste CD. A área abrangida é semelhante à dos anos anteriores, com algumas atualizações, como a alteração dos limites da Estação Ecológica Cuniã (RO) e da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo (MT). Conforme solicitado pelos usuários, as áreas especiais localizadas entre dois Estados foram consideradas tanto de maneira individual quanto para cada Estado, como nos casos das TI Sete de Setembro, Roosevelt e Parque Aripuanã, dentre outras. Para estas, a estatística é apresentada para cada área como um todo e para a porção localizada em cada Estado: Roosevelt (RO), Roosevelt (MT), Roosevelt (RO+MT), etc. Também foram consideradas nas análises, as sobreposições existentes principalmente entre TI e UC, não sendo computadas duas vezes no cálculo da estatística para todo o Estado. Para toda a Terra Indígena Nukini e para 45% da área de abrangência do Parque Nacional Serra do Divisor, ambos localizados no Acre, não foi possível classificar o avanço do desmatamento no ano de 2007, visto as imagens disponíveis neste ano sempre estarem cobertas por nuvens. Ainda cabe citar que os dados divulgados nesta edição dizem respeito ao avanço do desmatamento até a metade do ano de 2007 (junho/agosto), por ser o período de tomada da maioria das cenas Landsat utilizadas. O preocupante avanço do desmatamento ocorrido no final do ano de 2007, detectado por outros programas de monitoramento do desmatamento na Região Amazônica somente poderá ser identificado pelo ProAE na sua próxima edição.
Os resultados do ProAE são divulgados em produtos de interface amigável, independente de softwares comerciais, para serem usados por uma comunidade mais ampla, sem a necessidade de conhecimento técnico especializado em Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e computadores de alta performance. Os dados são apresentados e um CD individual para cada Estado, da seguinte forma:
- Cartas imagens georreferenciados compactadas contendo os polígonos de desmatamento identificados e outras informações vetoriais, como: limites municipais, hidrografia, rede viária, etc.
- Polígonos de desmatamento identificados e limites das áreas especiais em formato shapefile (shp);
- Polígonos de desmatamento identificados e limites das áreas especiais em formato kmz (Google Earth);
- Tabelas contendo as estatísticas do desmatamento acumulado até o ano de 2005 e de seu avanço nos anos de 2006 e 2007 para os diferentes tipos de áreas especiais, com possibilidade de download em formato pdf.
Por serem de caráter restrito, os dados de mineração, aeródromos e movimento aéreo não são amplamente divulgados neste CD. Os Órgãos Governamentais interessados e diretamente relacionados a essas áreas temáticas poderão solicitá-los diretamente no Centro Técnico e Operacional de Porto Velho, que adotará os procedimentos pertinentes quando do intercâmbio de informações restritas.
O link para acessar os dados é http://www.sipam.gov.br/proae/rondonia/2008/
Dados Vetoriais ProAE Rondônia 2008
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