Serra do Rio do Rastro - Santa Catarina - Brasil

A Serra do Rio do Rastro é ligada a muitos aspectos históricos, econômicos e turísticos da região de Orleans - Lauro Müller, onde o nome de diversos de seus topônimos tornou-se bastante familiar aos geólogos brasileiros, por terem passado a designar unidades estratigráficas de ampla distribuição na Bacia do Paraná, como a própria Formação Rio do Rasto, e os topônimos dos rios Bonito e Passa Dois, as localidades de Guatá e Palermo, além de outras designações como Tubarão e Estrada Nova.

A estrada que percorre a Serra é um trecho da rodovia SC-438, que, partindo de Tubarão, próximo ao litoral de Santa Catarina, e passando por Orleans, Lauro Müller, Bom Jardim da Serra e São Joaquim, chega até Lages, no planalto catarinense.

A relação da região com o setor mineral brasileiro data de 1841, quando a presença de "carvão de pedra" foi constatada por técnicos e cientistas brasileiros e estrangeiros em missão do Governo Imperial Brasileiro. Em 1903, o então Governador Vidal Ramos inaugura uma estrada que partindo da atual localidade de Lauro Müller, permite o acesso até São Joaquim e Lages (a "Estrada Nova").

Com muitas matas e cachoeiras, é um dos cartões-postais do estado, com mais de 1421 metros de altitude (altitude do Mirante). Um mirante localizado em seu topo proporciona uma bela visão. O ponto mais elevado, próximo da descida da Serra do Rio do Rastro, a sudeste, é o Morro da Ronda, que tem um sugestivo banco de frente ao cânion de mesmo nome e possibilita o acesso pela rodovia, a sul (cerca de 500 m da SC-438) que leva ao interior de Bom Jardim da Serra, junto aos Aparados da Serra e tem 1507 m de altitude. Dele, avista-se o ponto mais elevado do estado (Monte Negro com 1398 m) em dias claros, sempre olhando-se ao S, assim como um dos 3 pontos mais elevados de SC, o Morro da Igreja com aproximadamente 1822–1826 m de altitude a N-NW.

O percurso da rodovia SC-390 é caracterizado por subidas íngremes e curvas fechadas, bem como pelos seus quiosques, ótimos locais para desfrutar a paz proporcionada pela natureza. Coberta pela mata Atlântica, com uma fauna bem diversa, com vários tipos de felinos de pequeno, médio e grande portes, uma fauna de macacos (bugios, macacos-prego, saguis), quatis, pacas, mãos-peladas, tatus, tamanduás e iraras, que são animais comuns numa mata atlântica preservada. Também há uma avifauna composta de águias chilenas, tiês-sangue, tucanos, araras, papagaios etc. Subindo desde o distrito de Guatá, percorre-se a floresta ombrófila densa (Mata Atlântica), com seus diversos níveis, e os mais elevados, são montanha e alta-montanha e depois, a Flora Rupicola, com endemismo considerável, no topo como uma franja a Matinha Nebular, depois em transição, Campos Sulinos e do outro lado da serra, a Floresta Ombrófila Mista (Mata das Araucárias), também com suas faces montanha e alto-montanha, alternado- com os Campos Sulinos em mosaicos campo-matas.

Além da grande beleza da paisagem, a Serra do Rio do Rastro faz parte de uma coluna estratigráfica clássica do antigo supercontinente Gondwana no Brasil, a Coluna White, tendo sido classificada como um dos sítios geológicos brasileiros, pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos.

Leia mais sobre a Serra do Rio do Rastro em:


@ Céu Cristina Simão 2012

A Serra do Rio do Rastro:



A Serra do Rio do Rastro:


A Serra do Rio do Rastro:


Trecho final da descida da estrada da Serra do Rio do Rastro, vista para a Serra Geral:


Monumento aos Tropeiros:


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Comentários

  1. Este lugar é maravilhoso!

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  2. Sou estudante do Curso de Licenciatura em História pela Universidade da Região de Joinville - Univille do Estado de Santa Catarina, fiquei muito interessado no seu conteudo.

    Segue abaixo meu blog pessoal na intenção de socializar informações.

    http://brandst.blogspot.com.br/

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